
O blog oficial do filme “Tropa de Elite 2″ divulgou a primeira foto do Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, e de seu filho adolescente, Rafael, vivido pelo estreante Pedro Van Held.
Aos 16 anos, modelo desde os sete e sem nenhuma experiência como ator, Pedro Van Held estreia em “Tropa de Elite 2″. Pedro só foi enviado quase no final do processo de seleção, e ganhou o papel.
Eles tiveram aula de jiu jítsu com o professor Rickson Gracie para fazer o filme. No longa, eles resolvem a relação complicada que têm no tatame.
Bráulio Mantovani é responsável pelo roteiro e pela segunda vez a direção é de José Padilha. O filme teve orçamento de R$ 16 milhões e chegará aos cinemas em 8 de outubro de 2010.
Fonte: Blog Tropa de Elite
A revista “Variety” criticou o filme brasileiro Tropa de Elite, que foi exibido nesta segunda-feira no Festival de Cinema de Berlim. O crítico Jay Weissberg, diz que o filme mostra o recrutamento de matadores fascistas e exalta a violência gratuita “por uma boa causa”, celebrando psicopatas da polícia e ridicularizando qualquer tentativa no ativismo social, ou até emoção. Satiriza os heróis do filmes, comparando com o tipo “Rambo” e, apesar do bom desempenho do longa-metragem nas bilheterias brasileiras, perde pontos pela visão de direita, exaltando treinamentos sádicos.
Ele define o BOPE como uma pequena força tática que é enviada nas favelas para matar sem pensar. Compara o uniforme e a forma fria de levar os assassinatos aos membros da SS, uma divisão de elite repressiva do regime nazista e afirma, “não coincidentemente, os uniformes pretos e o símbolo de caveira do grupo fazem lembrar a Tropa de Elite do Nazismo SS”. A SS tinha como lema “Minha honra é a lealdade”.
Em tempo, critica a câmera, que nunca pára, e é incômodo como ela muda de foco toda hora. Mesmo admitindo que as cores combinem com a sensação do perigo e militares frios, a fotografia também foi criticada por ter cores muito saturadas. Na opinião de Weissberg, Jose Padilha é um iniciante que tentou uma narração improvisada para fortalecer a identificação com o público, mas, em vez disso, alienou espectadores inteligentes. Que a voz narração, aquela em “off”, é problemática e, provavelmente tenta dar vantagem para uma mentalidade, no caso a do BOPE.
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